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Mira Schendel

Datiloscritos

Datilografia e letraset s/papel

50,8 x 36 cm

1974

Zurique, Suíça, 1919 – São Paulo, SP, 1988

 

Pintora, escultora e poetisa, Schendel se interessava pelo vazio e translúcido, assim, muitas de suas obras têm como tema principal a fronteira do imaterial. Monotipias, uma das suas séries mais importantes, foi feita sobre folhas transparentes de papel, e exibida na grande retrospectiva dedicada à artista na Tate Modern, de Londres, entre o final de 2013 e início de 2014. 

 

Para fugir das perseguições nazistas aos judeus, Schendel morou em diversas cidades europeias durante a sua infância e juventude e, ao chegar ao Brasil, em 1949, já trouxe consigo referências que influenciam toda a sua obra - como a pintura do italiano Giorgio Morandi (1890-1964). Na década de 50, a artista expõe no MAM-SP e na 1ª Bienal de São Paulo, que promovem a sua entrada para o cenário de arte brasileiro e o fim de seu isolamento como artista imigrante. Sua pesquisa se aproximava cada vez mais do neoconcretismo, apesar de não ter participado ativamente do movimento neoconcreto como Lygia Clark (1920-1988) ou Hélio Oiticica (1937-1980).